Não é possível acostumar-se ao permanente estado de
violência que assola o Brasil. A cada dia somos surpreendidos com notícias
tristes sobre a violência. Às vezes pensamos que estamos seguro dentro de nossa
própria casa, mas não há segurança em lado algum. Atualmente as pessoas vivem
cercadas por muros altíssimos, grades, correntes, cercas elétricas, andam de carros
brindados etc. e tal, e nem assim estão seguros. Semana passada minha tia foi
surpreendida por seis homens encapuzados dentro da sua própria casa. Ela estava
conversando na varanda dos fundos, como sempre faz, depois do jantar, estava
com o marido, à filha e o neto, e de repente os bandidos apareceram do nada, colocando
a arma na cabeça dos quatros, exigindo dinheiros e joias. Cheques eles diziam que não queriam. Só trabalhava com dinheiros e jóias. "Roubar hoje em dia virou sinônimo de trabalho". A ação foi muito rápida,
só não foram bem sucedidos, porque ao empurrar minha tia com quase 70 anos, para dentro de um dos
quartos para que ela pegasse mais dinheiro, ela puxou o neto junto com ela e
trancou a porta, em seguida ligou para o filho e a policia. Os bandidos ficaram
com medo e pularam por um murro o qual tinha entrado e fugiram levando aliança, cordões, e um pouco de dinheiro... Como sempre a policia fez uma varredura mais
nada encontrou. Minha tia colocou em risco a sua vida, e a vida das outras
pessoas, mais se não fosse esse ato impensado, poderia ter acontecido coisas piores.
Estamos nas mãos das bandidagens, se a pessoa reagir morre se não reagir morre
também. Então não sabemos exatamente qual é a melhor decisão a ser tomada. É triste essa
realidade, mais a nossa liberdade esta longe de ser adquirida perante tanta
violência e tanta falta de respeito.
O Brasil é um país sem Projeto de País, precisa
ser reinventado. Em quem acreditar? Quem poderá transformar o Brasil de
verdade? Só vemos projetos de poder, e
de partidos, menos projeto de um país integrado socialmente, e rico
economicamente. As pessoas de classes mais humildes são manipuladas com uma Bolsa, mas
ainda, efetivamente, não têm educação com qualidade, não têm saúde prioritária,
não têm saneamento básico, em muitas regiões nem água, e como podemos entender
que está tudo bem? O Brasil insiste em transformar mentira em verdades. Todos
os dias somos surpreendidos com indicadores tenebrosos. Os brasileiros não têm mais bolsos para pagar
tantos impostos e contribuições... Assistimos todos os dias verdadeiro filme de
pavor, na saúde, na educação, na segurança pública etc. É evidente que não
somos donos da verdade, mas nunca devemos ser cego e ignorante diante da
própria verdade. Eu sei que a vida não está fácil, somos surpreendidos nos
lugares mais inusitados por pensamentos e sentimentos absurdos que nos assaltam
o coração.
E a gente fica questionando: Será que eu penso assim mesmo? Saímos nas ruas olhando em cada canto que passamos, checamos celular e chaves e apertamos o passo. Ruas arborizadas e tranquilas, com poucos carros e com uma brisa fresca numa tarde quente de verão, se tornam verdadeiros cenários de filmes de suspense ao cair do sol. Pessoas abraçam suas bolsas e mochilas com vigor, e olham com profundidade analítica de um leitor de código de barras. Quem será o inimigo desta vez? Em todos os bairros e classes sociais, cada pessoa, de alguma forma, tem suas mazelas e seus medos entrecruzados em seu cotidiano. Estamos tão acostumados com todas estas artimanhas urbanas que, quando somos surpreendidos por um furto, achamos que fomos nós mesmos que demos bobeira. Assim como tia , acha que deu bobeira em ficar conversando em plena oito horas da noite em sua própria casa, e agora resolveu colocar câmeras nas entradas da casa, e grades acima do murro.
Brasileiro é um dos mortais mais adaptativos do planeta, o herói anônimo de todo os dias...
E a gente fica questionando: Será que eu penso assim mesmo? Saímos nas ruas olhando em cada canto que passamos, checamos celular e chaves e apertamos o passo. Ruas arborizadas e tranquilas, com poucos carros e com uma brisa fresca numa tarde quente de verão, se tornam verdadeiros cenários de filmes de suspense ao cair do sol. Pessoas abraçam suas bolsas e mochilas com vigor, e olham com profundidade analítica de um leitor de código de barras. Quem será o inimigo desta vez? Em todos os bairros e classes sociais, cada pessoa, de alguma forma, tem suas mazelas e seus medos entrecruzados em seu cotidiano. Estamos tão acostumados com todas estas artimanhas urbanas que, quando somos surpreendidos por um furto, achamos que fomos nós mesmos que demos bobeira. Assim como tia , acha que deu bobeira em ficar conversando em plena oito horas da noite em sua própria casa, e agora resolveu colocar câmeras nas entradas da casa, e grades acima do murro.
Brasileiro é um dos mortais mais adaptativos do planeta, o herói anônimo de todo os dias...










