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| Pintura por Susan Rios |
Já faz varias semana sem atualização. Andei um pouco ausente
lutando contra um enorme resfriado daquele que nem um incêndio te levanta
(risos)... Com essas mudanças bruscas na
temperatura, o organismo não consegue dar conta mesmo sendo resistente a essas
viroses. Sou bem resistente a resfriado, dificilmente fico resfriada mais esse me
pegou de jeito. Meu Estado é feito de calor não de frio. A chuva chegou
devagarinho mais não veio sozinha, trouxe alguns problemas respiratório... Uma hora
fica calor, outra hora esfria, assim fica difícil não contrair um resfriado.
É importante cuidar bem da saúde e principalmente da alimentação, ingerindo muitas
frutas, verduras e legumes, pois contém vitaminas C, essencial também que a
gente beba bastante água principalmente quando está com algum tipo de resfriado, dever que muitas vezes deixamos de fazer.
Passei algumas vezes por aqui, escrevi alguns textos, mais
tudo foi para o rascunho. É notícia ruim pra todo lado que a gente acaba
entrando naquele modo pessimista de ver a vida. Nada vai dar certo, nada
funciona, só desonestidade, só incompetência, só violência, uma roubalheira só. Aqui as leis não funcionam para os poderosos. O País anda
doente e os governantes trucidando o que ainda nos restam… Até os meios de
comunicação aproveitam desses acontecimentos trágicos para abocanhar um pouco
mais de audiência. Fazem tantos
sensacionalismos com alguns fatos que até aborrece assistir alguns programas de TV. No meio dessas loucuras, eu me perdendo, achando, sobrevivendo. As vezes nada faz sentido, até os sinais que me ligam ao mundo, se desligam. Fico vazia de fórmulas diante de tanto barbárie do
mundo, que ando sem palavras e sem nenhuma pretensão para a escrita. As palavras tem
ficado adormecidas à beira das incertezas. Tem dia que a gente só quer o direito de ficar quietinha sem ter que dizer o porquê de estar
assim... Apenas silenciar um pouco, deixar o coração te conduzir... Muitas vezes nossa mente se torna igual a um deserto... Mais no fundo sei que é através destes
momentos que se adquire clareza para saber que tudo precisa de tempo e paciência.
São nesses momentos que deixo o coração falar por mim... Como dizia a tão querida
Ana Jácomo em alguns trechos de suas escritas.
Que há dias que não queremos conversas vestidas de uniforme. Diálogos impecavelmente arrumados que não deixam o coração à mostra. As palavras podem sair de casa sem maquiagem. Podem surgir com os cabelos desalinhados, livres de roupas que as apertem, como se tivessem acabado de acordar. Dispensam-se tons acadêmicos, defesas de tese, regras para impressionar o interlocutor. O único requinte deve ser o sentimento. É desnecessário tentar entender qualquer coisa. Tentar solucionar qualquer problema. Buscar salvamento para o quer que seja. Falar sobre o quanto o mundo está doente. Sobre como está difícil à gente viver. Sobre as milhares de coisas que causam doenças. Sobre as previsões de catástrofes que vão dizimar a humanidade. Sobre o quanto o ser humano pode ser também perverso, corrupto, tirano e outras feiuras. Sobre os detalhes das ações violentas noticiadas nos jornais. Esquecer esse blábláblá encharcado de negatividade que grande parte das vezes não faz outra coisa além de nos encher de mais medo. E essa hipocrisia que prevalece, sobre vários disfarces, em tantos lugares. O esforço de se falar qualquer coisa para que a nossa quietude não seja interpretada como indiferença, ou aquela conversa contraída pelo receio de não se ter assunto.
É maravilhoso quando conseguimos soltar um pouco o nosso
medo e passamos a desfrutar a preciosa oportunidade de viver com o coração
aberto, capaz de sentir a textura de cada experiência, no tempo de cada uma.
Sem estarmos enclausurados em nós mesmos, é certo que aumentamos as chances de
sentir um monte de coisas, agradáveis ou não, mas o melhor de tudo, é que
aumentamos as chances de sentir que estamos vivos, e poder apreciar as coisas bacanas da vida. As miudezas dela. A grandeza dela. A roda-gigante que ela é, mesmo quando a gente vive como se estivesse convencida de que ela é trem-fantasma o tempo inteiro. Falar de coisas sensíveis. Do quanto o ser humano pode ser também bondoso, honesto, afetuoso, divertido e outras belezas. Que a fala e as escutas possam ser um encontro. Um passeio que se faz junto. Um tempo em que uma vida se mostra para a outra, com total relaxamento, sem se preocupar se aquilo que é mostrado agrada ou não. Se aumentar ou diminuir os índices de audiência.










