É impossível não se cativar por essa emocionante e inesquecível história de Antoine de Saint-Exupéry. Considerado um verdadeiro clássico da literatura universal "O Pequeno Príncipe", é o livro de criança mais adulto que já tivemos. Quando começamos a ler percebemos um grande teor filosófico e poético. Uma história aparentemente ingênua, mas muito comovente. Por meio de uma narrativa poética, o livro busca apresentar uma visão diferente de mundo, levando o leitor a mergulhar no próprio inconsciente e olhar com atenção o planeta que habitamos cheio de presentes oferecidos pela natureza. Presentes aparentes ou escondidos, renováveis ou limitados. Mas todos eles revelam segredos quando os observamos com o olhar cristalino de uma criança. Reler esta obra-prima depois de tanto tempo, me trouxe novas nuances e significados que eu nunca tinha pensado antes. Esse foi um dos livros que mais me trouxe mensagens e reflexões sobre a relação com o amor, a amizade, e a relação com o mundo, de uma forma simples e contemplativa. Quem poderia imaginar que a história de um aviador perdido no Saara, de um pequeno príncipe dono de três vulcões, que só queria fazer um amigo, de uma rosa convencida, e de uma raposa ainda não domesticada, um lugar que pra contemplar o por- do- sol todas vezes que desejavas, era só recuar um pouquinho a cadeira, se tornaria um dos livros mais lidos e mais queridos de todos os tempos?
E não é por menos, pois o autor conseguiu, em um texto tão breve, dar uma grande lição: A importância do amor e da amizade.
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
O fenômeno de “cativar” algo ou alguém é amplamente abordado neste livro...
“A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.
Compram tudo já pronto nas lojas.
Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos.
Se tu queres um amigo, cativa-me”!
—Começo a compreender, disse o principezinho.
—Existe uma flor... Eu creio que ela me cativou...
O Pequeno Príncipe cativou a Rosa e por esse motivo era responsável por ela, dando resposta aos seus desejos e caprichos.
Quando uma pessoa cria laços com outra, sejam de amizade ou de amor, essa ligação se torna uma responsabilidade. Você tem de cuidar e alimentar essa relação, para que o sentimento não acabe. Esta frase explica que quando é formado um relacionamento (seja ele amoroso ou de amizade), as pessoas se cativam e ao cativar, são responsáveis por ela. Isso significa que o amor ou amizade requerem responsabilidade. Assim sendo, como diria nosso saudoso Vinícius de Morais: "Que seja eterno enquanto dure!"
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
O fenômeno de “cativar” algo ou alguém é amplamente abordado neste livro...
“A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. – Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.
Compram tudo já pronto nas lojas.
Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos.
Se tu queres um amigo, cativa-me”!
—Começo a compreender, disse o principezinho.
—Existe uma flor... Eu creio que ela me cativou...
O Pequeno Príncipe cativou a Rosa e por esse motivo era responsável por ela, dando resposta aos seus desejos e caprichos.
Quando uma pessoa cria laços com outra, sejam de amizade ou de amor, essa ligação se torna uma responsabilidade. Você tem de cuidar e alimentar essa relação, para que o sentimento não acabe. Esta frase explica que quando é formado um relacionamento (seja ele amoroso ou de amizade), as pessoas se cativam e ao cativar, são responsáveis por ela. Isso significa que o amor ou amizade requerem responsabilidade. Assim sendo, como diria nosso saudoso Vinícius de Morais: "Que seja eterno enquanto dure!"
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| Imagem da internet |
— Eu te amo disse o Pequeno Príncipe.
— Eu também te adoro respondeu a rosa.
— Mas não é a mesma coisa respondeu ele, e logo continuou — Adorar é tomar posse de algo, de alguém. É buscar-nos outro o que preenche as expectativas pessoais de afeto, de companhia. Adorar é fazer nosso aquilo que não nos pertence, é se apropriar ou desejar algo para nos completar, porque em algum momento reconhecemos que estamos carentes.
Adorar e amar são dois sentimentos maravilhosos, mas, sem dúvida, distintos.
Adorar é esperar, é se apegar às coisas e às pessoas a partir das nossas necessidades. Então, quando não temos reciprocidade, existe sofrimento. Quando o “bem” adorado não nos corresponde, nos sentimos frustrados e decepcionados.
Se eu adoro alguém, eu tenho expectativas e espero algo. Se a outra pessoa não me dá o que eu espero, eu sofro. O problema é que há uma maior probabilidade de que a outra pessoa tenha outras motivações, pois somos todos muito diferentes.
Amar é desejar o melhor para o outro, mesmo quando as duas pessoas têm motivações bem diferentes. É permitir que você seja feliz, quando o seu caminho é diferente do meu. É um sentimento altruísta que nasce ao se entregar, é se dar por completo a partir do coração. Amar significa tolerar, reconhecer defeitos e mesmo assim buscar por pequenos gestos de qualidade. Significa dar e não esperar que algo retorne para você. Por isso, o amor nunca será causa de sofrimento. Quando uma pessoa diz que já sofreu por amor, na verdade ela sofreu por adorar, não por amar.
As pessoas sofrem pelo apego. Se alguém ama realmente, não pode sofrer, pois não espera nada do outro. Quando amamos, entregamos sem pedir nada em troca, pelo simples e puro prazer de dar. Mas também é certo que essa entrega, este “se entregar” altruísta, só acontece no conhecimento. Só podemos amar o que conhecemos, porque amar envolve saltar para o vazio, confiar a vida e a alma. E a alma não se indeniza. E conhecer a si mesmo é justamente saber de si, das suas alegrias, da sua paz, mas também das suas raivas, das suas lutas, dos seus erros. Porque o amor transcende a raiva, o erro, e não é só para momentos de alegria.
Amar é a confiança plena de que aconteça o que acontecer, você vai estar presente, não porque você me deva alguma coisa, não por uma posse egoísta, e sim só por estar, em uma companhia silenciosa. Amar é saber que o tempo, as tempestades e os meus invernos não mudam. Amar é dar-lhe um lugar no meu coração para que você fique como parceiro, pai, mãe, irmão, filho, amigo, e saber que no seu há um lugar para mim. Dar amor não esgota o amor, pelo contrário, o aumenta. A maneira de retribuir tanto amor é abrir o coração e deixar-se ser amado.
—Agora entendo-contestou ela depois de uma longa pausa.
—É melhor viver isso aconselhou-lhe o Pequeno Príncipe.
Vivemos em uma sociedade onde nos mostram o amor e os relacionamentos como algo muito idealista, empurrando-nos desta forma a não saber distingui-lo quando acontece na nossa vida. É essencial fazer um exercício de trabalho interior e questionar se estamos fazendo tudo certo, se estamos demonstrando bem os nossos apegos, e os nossos sentimentos, ou se, pelo contrário, estamos confundindo-os com o desejo de colocar as nossas relações em palavras duradouras e profundas. Quando é amor verdadeiro, todo o resto se torna algo secundário. Você se sente em uma nuvem cheia de autenticidade e segurança. Você não sente medo, tem consciência de que a pessoa que está ao seu lado nunca lhe faria mal. Amar alguém é aceitar tal como ele é, permanecer ao seu lado e procurar deixar alguns depósitos de felicidade em todos os momentos, e agir com responsabilidade com você e com o outro. Os sentimentos, para serem puros e intensos, têm que vir lá de dentro. Faça bem suas escolhas, mesmo que estas tomem de você muito tempo, pois algumas delas podem ser para toda uma vida. Abrace o que realmente te importa, e o que não for pra acrescentar deixa pra lá!
A edição luxo publicada pela Geração Editorial está lindíssima. Fiquei cativada e encantada com o capricho das ilustrações e os detalhes que acompanham cada página.“O Pequeno Príncipe" é uma obra literária do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry. O título original é Le Petit Prince, publicado pela primeira vez em 1943 nos Estados Unidos. É o terceiro livro mais vendido do mundo, e o livro mais traduzido da história, depois do Alcorão e da Bíblia. Agora no Brasil em nova edição, completa e enriquecida com um caderno ilustrado sobre a obra e a curta e trágica vida do autor. Possui cerca de 134 milhões de livros vendidos em todo mundo, 8 Milhões só no Brasil e foi traduzido em mais de 220 línguas e dialetos. Sua história deixa marcas pela forma simples de suas mensagens de otimismo, simplicidade e amor.
Até a próxima postagem!
Deixo um Abraço!
"A gente só conhece bem as coisas que cativou, e corre sempre o risco de chorar um pouco quando se deixa cativar."

















