O poder da música

 Rob Hefferan
Com essa correria no dia-a-dia, muitas vezes a pessoa nem consegue tirar algumas horas para ouvir uma música que tanto lhe faz bem... Cantar pode até não assustar os males, como anuncia o ditado popular, mas a utilização de sons, ritmos, compassos e melodias ajudam a restituírem a saúde de muitos pacientes, isso é o que garantem médicos das mais diferentes especialidades, que utilizam a “musicoterapia” como recurso terapêutico no tratamento multidisciplinar de inúmeras doenças. A música age diretamente ao sistema límbico do cérebro (região responsável pelas emoções, pela motivação e pela afetividade), contribuindo para a socialização e até mesmo aumentando a produção de endorfina. Pode ser usada principalmente no combate à depressão, ao estresse, à ansiedade; no alívio dos sintomas de doenças como hipertensão dores crônicas, e tantas outras doenças. Com o mundo cada vez mais barulhento, elas se tornam cada vez mais necessárias, até porque, além de relaxar, alegrar e trazer à tona lembranças e saudades, a música transforma completamente o estado emocional. A meu ver um mundo sem canções com certeza seria algo sem graça, pois, as melodias e harmonias fazem parte desse nosso universo e parte dos nossos momentos vividos. Eu não saberia viver sem a música. Cada momento especial de minha vida eu monto uma trilha sonora. Sou bem eclética em relação a estilo musical. Às vezes você começa ouvir um acorde e em poucos segundos é tomado por emoções que acalmam, fazem você atravessar no tempo e relaxar. Outras vezes dá vontade de dançar, cantar. Quem nunca sentiu mais contente, depois que ouviu sua música preferida, ou ainda colocou uma musica calma só para relaxar? Os Acordem aliviam as dores, ao atingir o sistema nervoso, por meio da produção equilibrada de substâncias químicas (os chamados neurotransmissores) provoca o alívio da dor. 

Segundo pesquisadores, a música traz resultados surpreendentes ao nosso corpo e mente. A técnica usada é tão eficiente que, ao reduzir a dor e a ansiedade, reduz-se também o consumo de analgésicos e sedativos. O repertório para ser usado no tratamento pode ser variado, indo do rock ao jazz, sertanejo ou MPB, samba pagode. As músicas são escolhidas pelo paciente e vão depender do seu gosto, cada paciente tem seu ritmo preferido para relaxar, animar, e ajudar na concentração. Muitas canções, através de suas palavras e notas musicais remetem a uma sensação de paz e felicidade transportando para um estado até mesmo de graça.
Não é de hoje que o homem descobriu que a música faz bem para a sua saúde. Desde a Grécia antiga já havia estudos sobre isso. O filósofo Aristóteles, no século V a.C, percebeu que as canções causavam uma influência positiva sobre o corpo humano e passou a utilizá-las para ajudar pessoas que sofriam com problemas psicológicos. Conforme pesquisas, em 1500 a.C, Papiros de Kahun, já sabia que a música trazia benefícios a mulheres grávidas e passou a usufruir dela, para ajudar durante a gestação. Mas, foi somente após a primeira guerra mundial, que as melodias passaram a serem utilizadas em hospitais como terapia para veteranos de batalhas. A partir de então, essa ciência não parou de evoluir. Respeitando o gosto de cada um e não abusando da altura do som, a música só tende a lhe te fazer o bem.