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| Arte Ennio Montariello |
Por vezes me sinto verdadeiramente um número, tem dias que por onde passo sempre há uma senha em minhas mãos, ai eu dou aquele sorriso! Nome pra que? Vai chegar uma hora que o número vai ser mais importante que o próprio cidadão, (aliás, já é). Durante a vida, ficamos vinculados há documentos pessoais, porque são eles que comprovam que estamos vivos para o Estado e que somos cidadãos perante a lei. Questionamo-nos o porquê de tantos números, será que somos importantes ou apenas mais um para somar? O fato é que se a gente não for encaixilhados em alguma estatÃstica, algum rol, transformar-se em um número, não existiremos... Nosso registro civil é um número, profissionalmente falando somos um número. Nosso prédio, nosso telefone, nosso número de apartamento, em praticamente tudo somos nomeados com números. Não somos parte integrante da sociedade se não levarmos um número de registro na nossa bagagem da existência, somos o nada, o chamado zero à esquerda, sem valor, sem importância, inexistente no cômputo da soma, da subtração, da divisão e da multiplicação que rege as relações humanas... Os números dirigem o mundo, conduz à vida em uma cobrança diária, competição acirrada, até o individuo considerados mais fortes e capazes de superar inúmeras situações de stress contÃnuo fica com sua estrutura abalada com a matemática diária.
A verdade é que somos apenas um número na maior parte das vertentes da vida, e a sociedade nos impõe a isso... Habituamo-nos a sermos um número na lista de espera dia a dia, mas se não tomarmos cuidado viraremos um número simplesmente...








